domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reles publica

Em que lembra a atual república popular do Corinthians daquela liderada por Sócrates? Os acontecimentos somente evidenciam que, quando o assunto é futebol, o povo brasileiro se exalta, discute arduamente, é radical. Quem dera fosse essa postura radical do povo brasileiro em relação a assuntos como a corrupção política, corrompedora do próprio futebol. Embora a referência seja a atos de uma minoria de torcedores corintianos, estes fatos ocorrem por todo Brasil, assim como em outros países europeus. Jogos de Europa League contendo gregos e turcos ou equipes eslavas costumam protagonizar a recorrência da violência no futebol, sem contar os hooligans. Entretanto, nota-se um radicalismo dos torcedores da Europa também no tocante às questões políticas. O atual momento econômico europeu motivou inúmeros atos de protestos de estudantes e trabalhadores gregos e ingleses, por exemplo. Por mais impoliticamente correto que possa ser, os torcedores corintianos protagonistas dos episódios das últimas semanas e afins deveriam se inspirar no espírito europeu, a fim de acabar com a apatia política brasileira. Afinal, a genuína reles publica existe na condição da participação dos cidadãos. Uma vez que não há meios civis de contornar a situação, o radicalismo parece ser uma alternativa. Será que uma carta formal às universidades britâncias funcionaria para que não houvesse o drástico aumento nas mensalidades das mesmas? Nota-se que em alguns casos o levante se faz necessário, por mais inconfundível que este seja em relação aos acontecimentos decorrentes da eliminação do Corinthians frente ao Tolima.

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