quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A morte da consciência

Enquanto a mídia ordinária já incita a pressão pelo título da libertadores do ano que vem, a história do Corinthians teve a morte de um ícone já esquecido pelos teorcedores mais jovens. Muitos corintianos não sabem sobre a democracia corintiana e outros milhares já ouviram falar, mas não dão a mínima. O movimento em prol da consciência no futebol morreu com Sócrates em situação na qual o Corintihians vence um título de maneira muito justa, porém sem nenhum brilho. Não há nenhum craque na equipe, há grande possibilidade de alguns saírem (Paulinho é o mais cotado) e não há experiência em competições internacionais. O Santos está no Japão e deve manter a mesma base para o ano de seu centenário e o Vasco pôde entrosar ainda mais seu elenco nesse segundo semestre, além de poder aprender com os erros na copa sul-americana.
Tendo isso em vista, até que ponto vale a pena se sentir orgulohso de ser maloqueiro e sofredor? Ser corintiano neste momento é ser massa de manobra, apagando letalmente o legado do Dr. Sócrates. O Corinthians passa por uma boa gestão administrativa, mas a política mais recente se aproxima da de uma equipe sem grandes jogadores e com muita disciplina tática, diferente do meio campo passador vascaíno e do talento dos meninos da vila. Sabe-se que tal disciplina costuma dar bons frutos numa disputa continental nivelada por baixo, como a Libertadores, mas isso vai de encontro com uma característica da torcida corintiana: fazer o time jogar com o coração. Enquanto houver uma pressão da torcida para que a euipe jogue com o coração e da mídia, forçando uma obrigação em conquistar um título obtido por todos os rivais, fica difícil.

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