Como já argumentamos com os exemplos de Barcelona e Arsenal, muito dinheiro num clube sem a implantação de uma filosofia de trabalho não funciona nem um pouco.
Dentre os exemplos mais recentes, temos na Europa os casos do russo Anzhi, do francês PSG e o inglês Manchester City, caso de excelência.
Os trilhonários russos e árabes, muito influentes nos campeonatos ingleses com os patrocinadores das companhias de voo, tem migrado agora para o futebol local da ex-união soviética. Roberto Carlos e Jucilei deixaram no início desse ano o Corinthians após o despejo de uma dinherama. Logo depois veio Samuel Eto'o, esse sim um nome de impacto numa liga ainda menos competitiva e organizada que a brasileira.
O rostinho bonito de Leonardo ainda não disse a que veio nem na prancheta tampouco na cartolagem. Muitos reforços e pouco resultado dentro de campo: eliminação precoce do clube parisiense na Liga Europa!
O City noticiou neste ano o maior déficit de um clube de futebol europeu, numa cifra que ultrapassa os 200 milhões de reais e também decepcionou na Champions League, amargando uma terceira posição. A Liga Inglesa virou obrigação? Sim se o intuito for simplesmente dinheiro. Com certeza, esse seja o intuito, o que só mostra a falta de implantação de uma filosofia de jogo. O City contratou muitíssimos jogadores sem uma coerência de critérios, investindo pesado do meio para a frente quase que exclusivamente. Robinho foi um caso modelar da gestão milionária dos sheiks. Em seguida, no presente ano, contrataram Aguero e Dzeko.. corroborando a imagem de fanfarrões cheios da grana por parte dos cartolas orientais:
http://www.youtube.com/watch?v=bJ9r8LMU9bQ&ob=av2n
Paulo Calçade informou a respeito de um possível fair play econômico a ser avaliado nos clubes. Será que rola mesmo? Há dinheiro limpo no futebol? É possível montar equipes somente com grana? Só se for com esse dinheiro descarado e que não parece trazer muito sucesso... aliás, o Chelsea de Abramovic está aí tentando uma Champions desde não sei quando...
Esse panorama europeu só mostra o que todos já sabem: o futebol não é sujo e mal organizado apenas no Brasil, mas há exemplos muito positivos a serem seguidos na europa. O dinheiro mal gasto pelos clubes supracitados é proporcional às pataquadas de alguns clubes brasileiros como o Flamengo, que desembolsa muito dinheiro pra ter jogadores em péssimo momento. Deivid é, infelizmente, só um deles.
Provavelmente, os grandes brasileiros que se importarem em fazer um pé de meia com a grana oriunda dos novos acordos televisivos poderá se dar bem no futuro muito nebuloso do pós-copa, afinal se a economia brasileira conheceu o estatuto de sexta economia mundial nesta semana e os estadunideneses já sinalizam melhoras lentas, a Europa pode freiar e muito um crescimento econômico para os próximos anos. Se bem que é muito mais provável uma reestabilização europeia do que ao menos um clube brasileiro que faça o utópico pé de meia...
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